Textos

Permita-se sentir

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“Essas alegrias violentas, têm fins violentos”
Shakespeare

Eu acho engraçada e um tanto curiosa a nossa hipocrisia em relação aos sentimentos. É algo tão normal, recorrente da condição humana, mas ainda assim tentamos mascarar, camuflar. Não gosto de fingimentos, não suporto a ideia de me sufocar com palavras que imploram para serem ditas; uma das minhas características é ter as emoções equivalentes a um vulcão em erupção, sem meio-termo, meias-palavras ou qualquer outra coisa pela metade. E é essa minha intensidade que assusta, mas também me faz ser quem sou: humana. Suscetível a erros como qualquer outro, buscando incansavelmente os acertos, mas tendo consciência de que posso me perder ao longo do caminho. Por muito tempo, controlei o meu sentir; pensava que tinha a obrigação me conter, não podia deixar transparecer, me expor de uma forma tão desnecessária. Demorei a perceber que não podemos colocar rédeas nos sentimentos, que santos não existem, que a verdade absoluta não passa de um conto da carochinha. Ainda não alcancei a liberdade que tanto almejo (a de espírito), mas pelo menos me permito sentir. E eu sinto: amor, ódio, felicidade, tristeza. É tá tudo bem. A vida é feita de nuances, e eu escolho continuar sentindo: por inteiro.

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2 comentários em “Permita-se sentir

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