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Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate #CCBB

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Cerca de 5 meses depois de um incêndio de grandes proporções que devastou grande parte de seu acervo, o Museu Nacional convida o público para visitar a exposição “Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate” no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Sendo um dos mais importantes museus da América Latina, tinha um amplo acervo, considerado o quinto maior do mundo. A exposição conta com 170 peças em exibição, 103 delas estavam no prédio no momento do incêndio e foram salvas das chamas. A mostra contempla as áreas da Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, Invertebrados e Vertebrados. Os itens foram escolhidos pela Comissão de Resgate do Museu Nacional.

Na entrada do Centro Cultural, o visitante se depara com o Meteorito Santa Luzia, descoberto antes de 1920 no município de Novo Gama em Goiás. No segundo andar, se encontram as peças que foram recuperadas do incêndio e também as que foram preservadas. É possível observar a reprodução do crânio e da reconstrução do rosto de Luzia – como foi apelidado pelos estudiosos o esqueleto mais antigo descoberto na América. Os ossos de Macrauquênias – os últimos representantes da ordem dos liptoternos, que habitaram a América do Sul no final do período Pleistoceno, cerca de 1.200.000 a 11.000 anos atrás, também são exemplos de itens que participam da exposição.

Aproximadamente 85 milhões, vindos principalmente do governo federal, serão investidos na recuperação do acervo. Foram catalogados mais de 2000 achados nos escombros, mas ainda não há uma ideia do que esse número representa de fato para o patrimônio histórico do Museu Nacional, já que várias peças podem ser fragmentos de equipamentos ou itens pessoais.

O resgate dessas unidades foi realizado por uma equipe de 60 pesquisadores. As peças são coletadas, enviadas para a triagem, catalogadas, estabilizadas e restauradas, dentro de 20 contêineres que estão montados do lado de fora do museu.

A estimativa é de que os trabalhos de busca do acervo durem até o final do ano, mas a instalação de um teto provisório e o reforço do edifício estão previstos para terminar em março.

O acervo contava com mais de 20 milhões de peças, englobando as que não estavam no prédio no momento do incêndio. As coleções de Invertebrados, Vertebrados e Botânica, presentes na exposição, são exemplos de alguns itens que estavam armazenados em edifícios anexos.

A mostra gratuita ficará em exibição até o dia 29 de abril e pode ser vista de quarta à segunda, das 9h às 21h. É a segunda exposição do Museu Nacional que irá exibir os itens resgatados. A primeira, “Quando nem tudo era gelo” ficará disponível no Centro Cultural Casa da Moeda do Brasil, até o dia 17 de maio, de terça a sábado, das 10h às 16h, e nos domingos, das 10h às 15h, com entrada franca.

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